Uma pergunta cada vez mais freqüente dos inquilinos e de interessados no ato da compra de apartamentos é saber quanto custa a taxa de condomínio. A preocupação não é à toa, pois os valores das taxas não param de crescer e por isso têm sido um motivo às vezes decisivo no fechamento de um negócio.
Pressionado pela alta inadimplência dos condôminos, custos com pessoal e aumentos das tarifas públicas (água e luz), administradoras e síndicos precisam de um gerenciamento mais eficiente e criativo para equacionar receita e despesa.
Apesar de a verticalização ser relativamente recente em João Pessoa, a expansão de edifícios já apresenta os primeiros sintomas internos. Muitos edifícios com boa infra-estrutura e acabamento estão desvalorizados no mercado imobiliário devido ao valor do condomínio. A taxa se equipara ao valor do aluguel e até chega a ultrapassar.
O residencial da síndica Valéria Arruda localizado no bairro do Bessa é um desses exemplos. Ela conta que o aluguel de seu apartamento caiu em três anos de R$ 700 para R$ 300 devido à taxa de condomínio.
"As pessoas não querem pagar mais de R$ 500 de condomínio com aluguel, por isso tive que reduzir o valor para poder alugar", justifica. O edifício, que tem apenas 16 apartamentos, teve de contratar uma administradora para reduzir os custos, que não paravam de crescer.
Síndicos sem experiência causam crises
Para o advogado e administrador em condomínios Inaldo Dantas, a crise que muitos residenciais passam atualmente é motivada pela falta de experiência dos síndicos e de algumas administradoras que sequer estão sindicalizadas.
"Há 20 anos um prédio alto em João Pessoa era um ponto de referência, mas hoje há uma expansão do mercado que conta com cerca de dois mil condomínios. O problema está na falta de experiência em conviver na coletividade", avaliou.
Dantas informou que a falta de segurança é o principal item para as famílias escolherem morar num apartamento.
"A procura por um residencial na cidade de João Pessoa está apenas no início e será uma tendência cada vez mais forte nos próximos anos, mesmo um apartamento custando em determinada área o dobro do preço de uma casa. Tudo porque as pessoas se sentem mais seguras morando num apartamento, principalmente se ele tiver segurança eletrônica ou vigilantes", ressaltou.
Inaldo, que dirige uma empresa de administração de condomínios, afirmou que residenciais menores terão mais problemas no gerenciamento.
"Apesar da qualidade de vida ser superior, os edifícios com número menor de apartamentos terão mais dificuldades para ratear e administrar os custos que não param de subir", ressaltou.
Fonte: Jornal da Paraíba
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